Choveu sem parar nos últimos 5 dias, confesso que esse sol me surpreendeu de uma forma muito grande. A cidade está já agora abaixo da purpurina rosa desta época do ano, tudo aqui está ainda mais bonito, é inacreditável. O desconcertante céu azul quase dói, de tão majestoso, de tão gracioso. Não sei porque esse sentimento tão leve está se proliferando em meu peito. É quase involuntário essa sensação que surge dentro de mim, já estou na porta, já escutando a fundo o som dos tambores.
Se mexer, é sobre isso. Sobre olhar algo e pensar: por que não? Estou respirando, estou suando e a música está exatamente no ponto onde tudo vale a pena. Esse é o meu Rio de Janeiro, o nosso Rio de Janeiro, a juventude ainda emana e ferve de dentro dos meus poros para fora.
As batalhas de todo o ano, de todo tempo, não são tão intransponíveis, essa é a nossa vida e a nossa vida é cheia de esperança. É sobre isso que penso em alguns poucos dias quando acordo, nos dias que tenho mais consciência de onde estou, de qual é esse chão que piso. Essa manhã está tão linda, que dera se todas as manhãs fossem em fevereiro.
Rio de Janeiro, 2026
