terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Em Memória de Brumadinho

 Um estalo e de repente, a onda veio

Uma onda espessa e marrom,

que levou vidas, 

que levou sonhos 


Os porcos não se importam

A ordem e progresso para eles,

pode ser soterrar pessoas vivas,

pode ser matar sem nem mesmo permitir gritos,

ou pedidos de socorro 


A Vale do Rio Doce,

a Vale da Morte,

dos assassinatos

Acha que tudo está acabado,

que o assunto está finalizado 

Mas a lama não evapora no vento,

ela depois de seca,

endurece como rocha


As massas se lembram de Brumadinho,

de Mariana 

Os mortos da Vale Assassina, 

Irão ser vingados 


  • São Gonçalo, 2022


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